Eleonor & Flávio estão no camarim, prontos para sair. Mas antes, quero contar um pouco dessa nossa história... que começou no dia 7 de agosto de 2008.Um grupo se junta para mais um semestre de aulas. Dessa vez, eles sabem que terão uma responsabilidade bem maior: escrever, planejar, produzir e executar um pequeno filme, um curta-metragem.
Depois de alguns materiais feitos, fomos percebendo as habilidades que mais se destacavam em que cada um. Tivemos o nosso sol (Nândria), as nossas meninas perdidas do Jornal, que muitos não pensaram que teriam tanta garra (Bruna, Helo e Anne)... Todos procuravam se encaixar, ninguém fez do seu colega sua escora.
"Para a próxima aula temos a entrega do roteiro", soa a voz imponente do professor.
Em uma conversa de ônibus, na viagem de uma hora até a UNISC, eu e a Júlia começamos a montar uma história. A partir dos pensamentos malucos compartilhados com o seu namorado, ela me fala sobre o design da banana. A facilidade e praticidade para comer. Daí surge o argumento, e depois o roteiro... que mais tarde seria escolhido pela turma.
Conversa vai, conversa vem se passaram dias de planejamento, 7 tratamentos para o roteiro, storyboard, setup's, decupagem de direção, super produção comandada pela Amanda, equipamentos, várias propostas de locações... até que dia 1º partimos para a gravação....
Nos altos da gravação, o tempo se fechou e o céu veio nos presentear. Claro que não precisava ter sido com chuva. Tudo remarcado para o dia 6 de novembro... uma quinta-feira... chuvosa. Depois de muita conversa e com o tempo apertadíssimo, decidimos que a gravação sairia de qualquer maneira dia 10 de novembro. Faça chuva ou faça sol. Nem que tivéssemos que adaptar o piquenique para uma conversa de bar, hehehehe. Chegamos no dia 10, depois de um lindo final de semana, fomos recebidos por um tempo fechado, e, no caminho para a locação, muita chuva. Chegando lá, o que nos restava era um bom chimarrão. Fomos pacientes e o tempo nos agraciou com um lindo dia, ainda que, ora com sol, ora com nuvens.
Todos com sono, mas o trabalho continua, ou melhor, começa. Agora é que vamos pôr a mão na massa...Primeiro, uma boa conversa de como tudo deve acontecer. DEVE, porque contratempos existem.
Seguindo com nosso curta, é hora de pegar o storyboard e a decupagem de direção e começar a verificar o posicionamento dos carros, da câmera, da "base operacional" e outros detalhes.

Como o tempo estava um "chove não molha", decidimos montar nossa base dentro do carro mesmo.
Com os setup's em mãos, fomos organizando o local para dar início às gravações. Contamos com a ajuda de pessoas de fora do grupo, como o câmera da UNSIC TV, Luís, com a captura de som direto, contamos com o Júlio, do lab de rádio da UNISC e para capturar aquelas poses, contamos com uma colega de curso, a Amanda Mendonça.
Enquanto preparávamos o set em uma ponta, na outra as meninas trabalhavam para deixar tudo bem limpinho... sim, limpinho, pois as vacas que habitam naquele local não são muito caprichosas.
Com os setup's em mãos, fomos organizando o local para dar início às gravações. Contamos com a ajuda de pessoas de fora do grupo, como o câmera da UNSIC TV, Luís, com a captura de som direto, contamos com o Júlio, do lab de rádio da UNISC e para capturar aquelas poses, contamos com uma colega de curso, a Amanda Mendonça.
Enquanto preparávamos o set em uma ponta, na outra as meninas trabalhavam para deixar tudo bem limpinho... sim, limpinho, pois as vacas que habitam naquele local não são muito caprichosas.
Todo processo de construção do curta-metragem Eleonor & Flávio só foi possível pela competência das pessoas. Trabalho acadêmico em grupo é sempre bastante complicado, mas em anos de estudos nessa universidade, tenho a certeza de que cada um fez o seu papel e foi, acima de tudo, peça fundamental para essa obra.
Durante a gravação enfrentamos muitos problemas, como chuva, sol forte (sim, paramos muitas vezes a gravação para que o sol voltasse para de trás das nuvens), barulho de caminhão na rodovia, buzina, fogos de artifício, tratores, motoserra, avião, vacas mugindo... de tudo. Parecia que, por momentos, nada iria para frente, como aconteceu no primeiro dia de gravação. Choramos, entristecemos, desanimamos, cansamos...
Pensamos em desistir, reprovar, ir para exame, largar tudo de mão. Pensamos em trocar de set, história, personagens, mundo, curso... Mas sempre, sempre tinha alguém que reanimava o grupo, que tocava o barco... Sempre tinha quem levantasse e dissesse: "VAMOS LÁ, É NOSSA VEZ DE MOSTRAR NOSSO POTENCIAL!". Ou que simplesmente dissesse: "VAMOS LÁ PORQUE EU QUERO IR EMBORA, TÔ CANSADO. ÂNIMO PESSOAL.".
Com um pouco de surto, de gritos e até de momentos Amy Winehouse, a maquiadora "pintou" os atores, as figurinistas "montaram" as personagens, as meninas da produção arrumaram a locação, eu e o pessoal da fotografia organizamos o que mais precisava, fizemos as adaptações nas falas por causa da chuva e.... AÇÃO.
A tarefa de produzir um audiovisual não é simples, não é fácil, mas é boa. Mesmo assim, é importante planejar, discutir idéias, pesquisar, analizar, refazer, passar horas desenhando, pensando, imaginando....Eleonor & Flávio saiu com muita dificuldade... Foi o primeiro trabalho desse tipo de todos integrantes do grupo. Um grupo composto por poucas pessoas com experiência em outros trabalhos audiovisuais, (programas de TV, documentários...).
Escrevendo esse texto, relembro todas as vezes que o professor chamou a minha atenção para o storyboard, para o planejamento dos planos. Ao editar esse material, vejo que era preciso mais dedicação a essas questões. Esses cuidados evitam confusões na hora de gravar, correria e outros possíveis problemas, ainda que a nossa gravação tenha sido bem calma, pois havia uma boa preparação.
Em meio as gravações, por vezes, é preciso parar e pensar o que pode não estar se encaixando. O que pode estar faltando, ou, muitas vezes, sobrando...Que bom que as diretoras de produção, arte e fotografia estavam sempre juntas de mim opinando, criticando, querendo mudar. Que bom que contamos com um grupo unido, que a troca de e-mails funcionou e que as distâncias não nos impediram de produzir esse material.
Para finalizar, muitas pessoas acompanharam nosso trabalho, nos ajudaram. Penso que eu poderia ter dado mais pelo meu grupo. Pelo meu filme. "Meu" com sentido coletivo, pois um filme nunca é de uma pessoa só. Ao Jair, pelo olhar atento, pelas dicas, críticas, reclamações (as vezes em excesso e desanimadoras); à Amandinha, pela maior dedicação que eu já vi uma pessoa dar à um trabalho acadêmico; à Nândria, pelo empenho em analisar a luz, a atuação e os enquadramentos e ao seu pai, pela caminhonete; ao Alessandro, pela atenção à composição dos planos, pelos movimentos de câmera e pela personagem do homem magro, que não apareceu, mas ficou na memória; à Júlia, pelos belíssimos materiais de divulgação e excelente direção de arte; à Marcinha, pelo imenso esforço na continuidade e no apoio à Júlia; à Bruna, à Anne e à Helo, por serem essas meninas que nunca estavam satisfeitas com o que estavam fazendo, sempre queriam mais e melhor (haja vacas para sujar a locação, hien?!); ao Júlio pela captação e edição de áudio e, também, ao seu pai, pela locação e pela ovelha carneada; ao Luís pelo profissionalismo; ao Bruno, ao Lucas da Amanda e ao Henrique, pela bela trilha; ao Pablo pelas dicas de after; à Ângela pela paciência e pela caminhonete do curso; ao Daniel, pelo esforço, dedicação e atuação; ao Sancler, pela assistência sem igual; à Amandona, pelas perfeitas fotos; aos namorados das meninas e aos nossos pais, que nos aguentaram com dias de mau humor, roupas sujas e dores de barriga; a todos, o meu MUITO OBRIGADO.
Em meio a pitangas, chimarrão, dúvidas, olhares... com problemas de continuidade, falta de maior planejamento na direção, dificuldades de edição, contratempos com clima, dificuldades financeiras, atingimos nosso objetivo... roteirizar, produzir, editar e finalizar um curta-metragem. O Eleonor & Flávio. Um simples devaneio poético.
Maurício Schneider

Lindo, lindo!! Valeu pelas palavras Maurício!! E, antes de tudo, obrigada pela paciencia e no fim, por acreditar na gente!! O nosso grupo foi MARA!! Hehehehe
bj grande e até a próxima!!
Posted by
Escola José Bonifácio |
11/28/2008 11:42:00 AM